9 de mai de 2018

Como foi o Seminário "Mulheres que Vivem com Dor".

Ao fundo o banner do seminário pendurado, eu estou falando ao microfone e a foto é de perfil.

O Seminário aconteceu no dia 04 de maio na Assembleia Legislativo, impulsionado por mim e com o apoio do Coletivo Feminino Plural e Grupo Inclusivass, foi proposto pela Deputada Stela Farias.
Iniciei o dia bem cedo, 6 da manhã já estava em pé para me arrumar e esperar o táxi que teve apoio do gabinete da deputada, garantindo maior conforto e segurança para mim e para a Ewelin.
Aos poucos as pessoas iam chegando e se organizando, os palestrantes organizando seus materiais de apresentação, eu que não conhecia todas(os), aproveitava para conversar um pouquinho.
O seminário inicia com a apresentação da propostas pela deputada Stela e segue com as palestras pela manhã toda, eu particularmente não me contia em tanta emoção, ver algo se tornar realidade no momento em que eu me dou de conta que estou precisando de apoio e que outras tantas mulheres também estão.
A cada palestra muita emoção e conhecimento, mas o relato da querida Tania Maria da Silva que falou da dor da alma de uma mãe que sofreu com a Anemia Falciforme e da falta de conhecimento sobre o assunto que resultou na perda de seu filho, aquelas palavras entraram dentro de mim, como estou tão tocada com a questão da dor, não me contive e chorei o tempo todo, queria me controlar, mas não conseguia de jeito nenhum, até porque sou mãe e corre com meu filho à médicos desde que ele nasceu, ouvir aquelas palavras me doeu e muito e nem consigo imaginar a dor de uma mãe que perde seu filho, sendo meu filho a minha base de vida, se sigo é por ele.
Doeu e muito, mas foi bom para colocar para fora aquele sentimento que me sufocava e à tarde era minha vez de dar meu relato e queria estar forte neste momento em que eu falaria da minha vivência com a dor durante estes 16 anos de dor crônica intratável.
Eu particularmente não tinha tanto conhecimento sobre a doença Falciforme que atinge as mulheres negras e trás tantos sofrimentos, a vida que levam estas mulheres com relação a dor e tantas outras coisas que esta doença acomete.
Para mim foi uma manhã de muito aprendizado e conhecimento, ouvir a Gina Hermann, que trouxe a fala das mulheres que vivem com HIV e todo o tabu relacionado as mulheres, a questão da criminalização, o sexo, as deficiências adquiridas, questão de gênero e as dores no corpo.
Poder contar com a participação do meu médico da equipe da dor do Hospital de Clinicas, Leonardo Botelho que trouxe toda a questão da mulheres sofrerem mais com o dor e os tratamentos realizados no hospital para diminuir o sofrimentos das mulheres.
Fomos para o almoço e com a gente a querida Bruna, mulher com deficiência e psicologa que se somou a este evento e também vem para fortalecer o trabalho do Grupo Inclusivass.
Durante a tarde seguimos com o trabalho com outras palestras sobre saúde mental e gênero, psicologia e a violência contra as mulheres e claro com a abertura da atividade com a cantora Luisa Golçalves que cantou e tocou músicas tão reais das mulheres, musicas que nos tocam e nos fazem refletir sobre o ser MULHER, eu pude dar aquele abraço nela pois não a conhecia.
Muitas pessoas participaram com a gente o dia todo e muitos agradecimentos de trazer esta pauta tão importante para as mulheres, finalizamos a atividade com muitas ideias e encaminhamentos e certas que demos o primeiro passos de muito trabalho que vem pela frente.
Eu sai de lá certa que fiz a coisa certa ao procurar pelo apoio da deputada Stela, e agradeço em especial a sua assessora e minha amiga Telassim e a Ewelin por este fortalecimento.
O trabalho continua e já temos ideia de outro seminário e uma audiência publica.

GRATIDÃO por poder olhar além de mim.


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