14 de mai de 2018

Silencie aos tolos(as)


Imagem retangular com fundo preto e no centro da imagem a palavra SILENCIO em branco.

A maturidade dos últimos anos tem me feito um bem enorme nos meus posicionamentos e ações, hoje consigo enxergar melhor as coisas e as pessoas que me rodeiam, a vida me ensinou a não me machucar com as ofensas e principalmente com os dedos apontados para você.
Dedos esses que tanto te julgam, apontam sem nenhuma empatia de nossa existência nos levando a esse destruição da humanidade.
Pessoas que você tinha maior carinho se tornam ofensivas que atacam sem qualquer sentimento de respeito ao próximo.
Vamos lá!
O comportamento humano esta limitado ao olhar pra o próximo e não si mesmo, estamos atentos para apontar o dedo para o outro, tudo porque isso nós faz super bem, eu consigo olhar para fulano(a) mas não consigo se quer olhar para minha existência e atitude.
A lavagem cerebral das pessoas dominadoras, vem dominando quem se permite ser dominado, esses seres abomináveis criam raiz destruidoras por onde passam, deixam sentimentos, angustias e se quer se sentem culpados de suas atitudes.
O prazer que é exalado por essas pessoas é incrível se sentir bem em ofender e atacar o seu próximo os fortalecem para seguir sua caminhada, tão simpáticos, tão amorosos, com sorrisos leve, fazem você achar aquele ser a pessoas mais amável do mundo, são amáveis enquanto não se sentem prejudicados por você.
Mas aponte suas fraquezas e verá o monstro a sua frente, sem nenhum sentimento de empatia as pessoas, mas também desconfie destas pessoas pois elas também adoram se ver neste lugar obscuro de ser, carregam com si um sentimento terrível o EGO de ser assim.
Desconfie quem enche a boca para dizer eu sou assim e não vou mudar, se desde do nosso nascimento passamos por tantas mudanças até o dia final de nossa caminhada.
Devemos acreditar nas pessoas que dizem estar em constante transformações pessoas na sua existência, mas se afaste das pessoas que não permitem-se mudar para si mesmo, mudar o olhar, mudar a direção.
Precisamos estar rodeados de pessoas positivas, enfraquecer  os hipocritas de plantão, enfraquecer os altos egos e se fortalecer de energias positivas, somadoras de fortalecimento.
Não permita-se entristecer por algo que ouviu, enquanto você baixa teu quadro vibratória estas pessoas estão bem, seguindo suas vidas, buscando por novas vítimas.
Que nenhuma lavagem cerebral te faça mudar a sua maneira de enxergar as pessoas como elas são, pois sim, estas pessoas conseguem mudar o seu olhar e pensar.
Seja sempre a força que tanto incomoda algumas pessoas, siga seu caminho não permitindo viver na mesma escuridão destas pessoas, seja luz por onde passar e existir, e que as pessoas lembrem de você com lembranças boas e não obscuras do que foi.
Deixe o seu melhor em cada ofensa, silencie aos tolo(as) pois o silencio é a melhor respostas.


12 de mai de 2018

Dia das Mães ai gente!


Ta bom! Prometo não colocar muito vinagre no leite dos outros para não azedar com o conto de fadas que nos contam durante nossa infância e levamos para a vida toda.
Mas preciso trazer esta reflexão e se uma pessoas apenas ler este texto já terei atingido meu objetivo sobre o DIA DAS MÃES.
Talvez você esteja no shopping, em lojas, voltando para casa com os presentes para sua mãe, mas te CONVIDO, pare um pouquinho para ler o que escrevo aqui.
Como já prometido no começo serei rápia e objetiva sem muitos rodeios.
Conforme o tempo passa vamos mudando nosso olhar para novas realidades o que até alguns anos era a coisa mais linda na minha vida, deixa de ser e passa ter uma reflexão de como vejo o Dia das Mães mas deixarei este olhar aqui, com o texto que publiquei na minha linha do tempo no FACEBOOK.
Desejo uma boa leitura!



Vem TEXTÃO, siM..
A menos de 24 horas para o tão esperado segundo domingo de maio, não preciso dizer que dia é Amanhã se as lojas, comércio a mídia vem estampando o dia de amanhã.
Daí eu paro um pouco o que estou fazendo para trazer minha reflexão, sim você entendeu bem MINHA REFLEXÃO.
Voltamos a minha infância, eu adorava fazer lembrancinhas para minha mãe, esse dia era todo dedicado a ela, presentes, almoço, família e eu com minhas lembranças, mas mal eu conseguia perceber que aquela MULhER merecia todo esse carinho nos seus 364 dias do ano, em que ela aturava meu pai, bebendo, brincando e batendo nela, tá bom eles também tinham seus poucos momentos felizes, mas lá estava ela muitas vezes saturada de tudo isso, claro até de nós, os seus quatro filhos, que fizeram ela parar e muitas vezes sua vida e seus planos e sonhos para exercer a tal MATERNIDADE sozinha....
Noites sem dormir, afazeres domésticos, escola, e no meio desses turbilhão de coisas trabalhava fora, era preciso, mas claro muitas vezes faltava ao trabalho pq um dos seus filhos estava doente e caberia a ela, a mais ninguém.
Tudo isso nos meu olhos, e eu só lembrava de agradala uma vez por ano, mas sei que a culpa não é minha, não, não é, mas sim da cultura que foi criada sobre o ser MÃE. Mãe está que aguenta tudo isso que escrevi e muito mais.
Então neste segundo domingo de maio, onde as pessoas estão correndo fazer suas compras, fazendo os preparativos para o almoço de amanhã, possamos para um pouco para refletir, que as nossas mães merecem bem mais que um dia dedicado a elas, pq elas são os 365 dias do ano, são intencidade de ser.
Hoje acordei querendo ficar na cama por conta de um gripao que me pegou, mas não pude me permitir fazer isso pois ao meu lado tinha uma voz que me dizia: Mãe to com fome, quero café e lá fui EU, levantar com o corpo todo doendo.
Não estou reclamando até porque infelizmente já ouviu que eu que quis ser mãe, então aguenta. Mas quero dizer que essa intensidade maternal é nos seus 365 dias do ano e todas as mães merecem serem lembradas diariamente o que passam sozinhas, o que enfrentam, as dores que carregam e o peso que a sociedade coloca nas nossas costas sobre Maternar.
Se vocês me perguntarem o que quero para o dia de amanhã, primeiro estar bem, segundo mudar a direção das coisas ou melhor dizendo desta cultura tão enraizada.
Queria eu no dia de amanhã sair dos padrões de um almoço de domingo com a família e, eu e minha irmã sair com minha mãe sozinhas, sim deixar os filhos em casa com os pais e curtir esse dia do ano em que somos lembradas.
Mas o que iríamos fazer, sei lá tomarmos um porre, cair na noite, ir em um cinema, dançar, sei lá.
Sabe porque eu queria isso, porque hoje sou MÃE é carrego comigo as mesmas aflições de minha mãe que era tudo em nossa vida e também tinha que ser mãe.
Sei que amanhã não todas as famílias estarão reunidas no almoço de domingo, mas muitas mulheres não viverão este dia porque ainda são vítimas de alienação parental, muitas estão mortas por conta do machismo, muitas estão na cadeia e muitas são vítimas dessa sociedade patriarcal, muitas estarão sendo mortas e espancadas.
Outras tantas no silêncio de todo tipo de violência.
Pra amanhã só quero estar bem, nada mais!
Ah para finalizar esta reflexão escrevi este texto com o Roberth do meu lado falando sem parar, ou seja parei várias vezes de escrever para tentar entender qual a brincadeira que ele queria que eu brincasse mesmo eu não entendo, escrevo correndo pois o desenho chamou a atenção dele. Bom agora que consegui passar meu recado vou lá ver o que o garoto quer brincar.
Pq sou MÃE é amo Isso.
Mas peço tirem das minhas costas este peso.

Dor Cronica Neuropática, como surgiu!

Ilustração de um cérebro todo contornado por arrame farpado.


A luz faltou era oito da noite, estava na cozinha fazendo uma sopa maravilhosa, coloquei de tudo um pouco mesmo a luz de vela consegui finalizar a sopa.
Me deito ainda sem luz e sinto uma inquietude me dominar, vontade de escrever, e escrever sobre algo que venho a tempo prolongando, talvez por ser difícil de relatar e talvez pode ser difícil para quem ler.
Pego o computador, por sorte esta carregado inicio este texto, mas não garanto que eu consiga finalizar pois a bateria pode acabar.
Feita essa introdução que acho importante relatar pois quem escreve precisa estar disposta a escrever se não, não sai nada legal e a reflexão que quero trazer pode não ficar clara.

A gente na vida as vezes prolonga algumas coisas, ida à médica(os), pagamento de contas, saída com as amigas e assim vamos nos prolongando com o que queremos muitas vezes fazer, mas hoje sem mais rodeios vai......

Quero falar de quem vive com dor crônica, no meu caso dor neuropática, mas vou explicar o que é isso:

A dor neuropática é um tipo de sensação dolorosa que ocorre em uma ou mais partes do corpo e é associada a doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, ou seja, os nervos periféricos, a medula espinhal ou o cérebro.

Essa dor pode ser conseqüência, também, de algumas doenças degenerativas que levam à compressão ou a lesões das raízes dos nervos ao nível da coluna.


No meu caso tenho dor por conta da lesão medular por arma de fogo, lesão esta que não foi total motivo para eu ter dor, pois ainda a informação de sensibilidade de dor no corpo.


Depois de 16 anos de lesão medular causada por arma de fogo, eu de repente começo a sentir um formigamento nas pernas, lembro, na hora comecei a chorar de emoção, com a ideia de com isso voltar a andar novamente, não que eu estivesse focada nisso, mas seria o começo de dois anos sem sentir nem o meu tio passar cera quente nas minhas pernas e puxar,  na esperança que eu sentisse algo.
Naquele momento toda essa busca do meu tio tinha algum sinal neste corpo tão sem SENSIBILIDADE durante dois anos, mas mal eu sabia que aquela ardência se tornaria o meu maior sofrimento que dura anos.
Quando fui para o Sarah em Brasília(hospital de reabilitação para lesados medulares entre outros), eu já estava com essa sensibilidade bem forte jã se encaminhando para dor e não mais aquela queimação que também não era nada agradável, lembro dos médicos me explicando o que estava acontecendo com estas informações no corpo e não eram nada legal, pois começaria aí, o bailão dos medicamentos.
Não lembro exatamente qual foi o primeiro remédio que eu iniciei para amenizar aquele inicio de dor, lembro que este remédio me dava muito sono, mas eu precisava tomar, voltei para casa e continuei usando durante um bom tempo, mas comecei a perceber que ele já nem amenizava mais a dor e sim me deixava dopada, então no posto de saúde conversei com o médico e ele resolvei trocar com a ideia de me dar menos sono e de fazer o efeito esperado por nós, lá fui eu mais um longo tempo pois era preciso pois tem um medicamentos que precisam desse tempo, tempo esse que mais uma vez me deixava muito mal, dopada, que mal conseguia falar e ficar na cadeira, só queria dormir.
Foi quando eu comecei a ter acompanhamento da fisiatria no Hospital de Clínicas e relatei o que estava acontecendo, já com duas trocas de remédios usados durante anos e que não faziam efeito nenhum a não ser os efeitos colaterais que cada um causava.
Mais uma vez outro remédio diferente, esse não vai dar sono, e vai te ajudar mas precisa usar um bom tempo para surgir efeito, tranquilo eu queria é diminuir a dor que já vinha aumentando ao longo do tempo e que nenhum médico solicitou nenhum tipo de exame, mas só iam trocando de medicação com a ideia que fosse me ajudar.
No Clínicas a médica teve que trocar duas vezes as medicações pois também não estavam me ajudando e como eu estava estudando não conseguia me acordar para ir a escola por conta de jeito que eu ficava e quando conseguia ir, ficava grogue demais na sala de aula sem conseguir me concentrar nas explicações.
Lembro que o último remédio que fiz uso continuo foi a GABAPENTINA, senhor o que é aquele remédio que em algumas pessoas não faz nem cosquinhas, mas em mim causava um estrago terrível até de mobilidade e muito sono.
Foi quando depois de muitos anos resolvi dar um basta de remédios que nesses longos anos não me ajudaram em nada, me tornei uma cobaia na expectativa que algum deles pudesse amenizar as coisas no meu corpo mas que de nada adiantou.
Parei de tomar remédio e comecei uma nova etapa já com a informação que eu tinha dor crônica, diagnosticada pelos médicos da equipe da dor que mesmo assim iniciaram mais um tratamento com remédio e que eu me negava a tomar por não acreditar no seu benefício.
Sim não parei como havia já escrito pois me permiti tentar de novo pois agora era diferente eu estava em uma equipe especializada que me deu um diagnostico real do que eu tinha, dor crônica neuropática, lembro do meu médico dizendo, ser o pior tipo de dor que se tem e de difícil tratamento, causando depressão entre outras limitações.
O médico ainda me explica que toda e qualquer tio de demoção que eu tiver pode piorar a dor, ou seja o stress seria uma das possíveis alteração de dor, cá entre nós quem tem uma vida sem stress se até no tocar nas minhas pernas já dava dor. Claro que me estressava mesmo sabendo que não podia.
Mas isso era só um detalhe os stress com minha família eram piores e com isso eu sofria e muito com o aumento da dor e isso foi durante longos anos pois absorvia muito isso pra mim.
Inicio o tratamento com o novo remédio e agora com a acupuntura, esperanças renovadas novamente lá vou eu uma vez por semana para fazer acupuntura, mas faço somente duas sessões que a última pega em um ponto dar dor que acaba estimulando mais a dor que eu sentia, grito desesperada pedindo para tirar aquela agulha, chega sangrar o local, local esse próximo de onde entrou o tiro e que tem total sensibilidade.
Saio do consultório chorando por conta do aumento da dor nas pernas e nas costas e seria a penúltima vez que iria, pois a última eu relatei que estava com gravides de risco e não ia ter como ir no hospital, pois naquele momento eu empurrava a cadeira e iria precisar de repouso e cuidados.
Minha nova esperança tinha acabado ali com a gravides, segui durante estes cinco anos que se passou com muitas dores, na gravides não foi diferente, pois tive que aprender a seguir com a dor constantemente no meu corpo.
Seria para mim uma nova etapa sem nenhuma alternativa das que tive durante todos os anos da dor, eu que mesmo com tantas tentativas, estas tentativas estavam ali para tentar me ajudar e naquele momento em que um ser se formava dentro de mim, e claro que eu queria curtir e muito isso, eu tive que aprender a viver estas duas realidades.
Mas a pessoa aqui era muito arteira e lá se foi eu com barrigão de 6 meses, para a Redenção participar da Marcha das Vadias, o Hélio queria ir comigo, mas disse que não precisava e me fui sozinha, pior coisa que eu poderia ter feito, pois o pessoal que participava saiu em marcha e eu com todo aquele barrigão me toquei a empurrar a cadeira sozinha um trajeto enorme, em que as pessoas mesmo vendo minha total dificuldade de acompanha-los pois parecia que minha cadeira quanto mais em tocava mais parecia estar no mesmo lugar e sozinha com muita dificuldade eu fui até o final e depois voltei para casa, feliz de poder estar em mais uma Marcha desta vez com meu filho comigo, iniciando seus primeiros passos no movimento.
No dia seguinte eu me acordo com uma dor terrível na barriga, parecia que o Roberth queria nascer, me vou ao médico com muita mas muita dor que eu não havia sentido na barriga.
O médico me diz que são as contrações e que ele poderia nascer a qualquer momento e pede repouso absoluto e nenhum tipo de esforço. Eu não quis relatar a minha proeza para o médico pois sei lá, foi depois disso que as contrações iniciaram e até hoje não sei foi por conta da força extrema que fiz para que juntos participássemos da marcha.
Era só o inicio do meu sofrimento pois a cada vez que o Roberth se mexia eu que deveria sentir a maior emoção de ver o bebe mexer, gritava de dor a cada movimento seu, era horrível a dor que dava vontade de vomitar, ir no banheiro, desmaiar e sair correndo.
E três meses foram assim, que eu colocava o Hélio em pânico, era uma dor desesperadora, e ele conversava com o Robeth e dizia filho fica quietinho a mãe esta com muita dor, e eu em lágrimas chorava mais ainda me sentindo culpada de não sentir esta emoção quando eles se mexem dentro da barriga.
Logo que ele começou a mexer e eu senti por que estava com a mão na barriga se não, não iria sentir se não fosse assim, eu achava lindo e incrível, até filmar eu filmei pois até então eu não tinha feito nenhuma proeza.
GENTE A LUZ VOLTOU E A BATERIA NÃO TERMINOU.... SEGUINDO O TEXTO...

O Robetth vai completar cinco anos em julho e durante estes anos eu não tive como seguir com meu tratamento com a equipe da dor por ele ser muito pequeno pra eu carregar sozinha e nem sempre tenho com quem deixa-lo e como cabe a mim abrir mão de me cuidar para cuidar dele, mas tudo isso claro com mais uma dor terrível que acabei desenvolvendo depois que ele nasceu, ou seja a cinco anos eu vivo com dois tipos de dores crônicas uma pior que a outra que me causam tanto sofrimento, que quando não é uma, é as duas, dai euzinha quase piro, por esta outra dor é na minha barriga do lado esquerdo, mas isso fica para outro post.
Tenho como toda mãe me virado em mil e tudo isso muitas vezes com crises fortes que não me permitem ficar atirada em cima de uma cama descansando ou até mesmo chorando, não posso tenho um filho para cuidar e na maioria das vezes estou sozinha.
Minha filha te vira nos trinta, tu podes, né? Claro que nós mulheres PODEMOS!
A dor na barriga é mais silenciosa e espaça, mas a dor que me acompanha a longos anos essa piorou no ano passado e já contei para vocês o motivo.
Esta dor tem me limitado e muito, semana passada fui no médico do posto pedir reencaminhamento para a equipe da dor novamente pois ele aumentou o nível de dor que eu sentia, me causando outras complicações, meu corpo já não tem mais a mesma força de antes, e me mostra com as quedas de pressão que quase me desmaiam ou com o aumento dela que me deixa desorientada e no meu de todas essas novas situações, eu ainda tenho que ter forças para criar meu filho pois ele precisa e muito de mim e que eu tenha toda essa força que as vezes me vejo sem nenhuma.
Por isso busquei por ajuda médica e também na tentativa de ajudar outras mulheres impulsionei o Seminário Mulheres que Vivem com Dor pois a dor muitas vezes é maior do que imaginamos e não dá, para continuar no silêncio deste sofrimento que acompanha tantas mulheres, é preciso ser feito algo por todas e buscar por políticas públicas eficazes pois a dor crônica quando vem, nunca vem sozinha e traz com elas outras companhias.
Enquanto ela vai me mostrando suas facetas e que principalmente pode comigo, coisa que anos eu pude com ela, eu vou levando a vida querendo o melhor para mim e para meu filho, pedindo a DEUS muita força pois o cansaço as vezes me bate.
Quem não cansaria, acredito que até vocês com este baita texto que espero que ajude a outras tantas pessoas a seguir como eu estou seguindo há exatamente 16 anos.

Fui pois o sono bateu e a luz voltou......

"Que nenhuma mulher seja vitima de tentativa de FEMINICIDIO e com isso tenho seu corpo mutilado e precise carregar as marcas e as dores desta violência."
Carol Santos




9 de mai de 2018

Luisa Gonçalves no Seminário Mulheres que Vivem com Dor


Ao fundo vemos Luisa cantando e tocando violão.


Conforme o seminário ia surgindo as ideias iam aparecendo e conversando com a Telassim ela sugeriu fazermos uma apresentação cultural no seminário.
A ideia era buscar por um apoio nesta atividade, então fiz contato com a Roberta do Ponto de Cultura para ver se ela conhecia alguém que pudesse nos dar este apoio, no seu retorno ela me passou dois contatos de artistas diferentes.
Não sei se é o destino atuando a favor mas eu liguei para o primeiro contato passado por ela que era o da Luisa.
Me apresentei para ela e falei do que estávamos construindo e a ideia de ter uma atividade cultural no seminário, Luisa me escutou e adorou a ideia do seminário e perguntei para ela se ela toparia nos ajudar neste projeto, na hora ela topou, lembro que fiquei tão emocionada que comecei a chorar sem parar e agradecer por topar.
Minha emoção foi de ver as pessoas apoiarem esta ideia sem pensar no retorno, esta construção tão coletiva que rolou desde o inicio me fez chorar de emoção.
Tive a oportunidade de poder conhecer o seu trabalho e me identifiquei e muito com as letras das musicas que ela compõe e canta, tão real no ser MULHER.
Claro me tornei sua fã de carteirinha e seu som toca a todo momento aqui em casa, no seminário pude abraça-la e agradecer mais uma vez, e ela agitou geral no seminário.
Colocou todas(os) cantando suas músicas e conquistou mais fãs por lá.
Segue o link de sua apresentação:
https://www.facebook.com/carolacessibilidade/videos/1556267824484076/?active_tab=discussion

Deixo seu som e a letra de sua música aqui:

CURTEM SEU CANAL!

EU VOU TE CUTUCAR


Eu vou te cutucar
Para desacomodar
Pra você abrir os olhos
Pra sair do seu lugar
Minhas mãos são pra lutar
Pra ver que eu peito o mundo
Tenho voz para gritar direitos
Tenho voz para gritar respeito
Tenho voz para gritar direitos
Tenho voz para gritar respeito Eu vou andar na rua
Vou do jeito que eu quiser
Vou despida de recate Eu vou de mini saia Vou espalhar meu canto
Eu vou subir o morro
Em cada canto da cidade Destorça o seu nariz E me respeite, eu sou de fé Da universidade
Tenho um filho bem pequeno
Tenho que batalhar Pra conquistar o meu lugar E quando eu chego em casa Já é tão tarde
E eu te digo
Pra cuidar e alimentar E eu te pergunto O que eu faço de menos? E eu te pergunto Por que desse desrespeito?
Minha luta é bem maior
Eu tenho os mesmos direitos E eu grito alto Engula o seu preconceito! E eu não ligo pra tua opinião Que a tua alienação!
Eu vou te cutucar
A luta é minha, a luta é nossa A luta é de toda mulher Seja sua própria heroína Seja quem você quiser! Eu vou te cutucar meu bem Eu vou te cutucar
Que a tua alienação!
Presta atenção que eu vou falar
Minha luta é bem maior







Como foi o Seminário "Mulheres que Vivem com Dor".

Ao fundo o banner do seminário pendurado, eu estou falando ao microfone e a foto é de perfil.

O Seminário aconteceu no dia 04 de maio na Assembleia Legislativo, impulsionado por mim e com o apoio do Coletivo Feminino Plural e Grupo Inclusivass, foi proposto pela Deputada Stela Farias.
Iniciei o dia bem cedo, 6 da manhã já estava em pé para me arrumar e esperar o táxi que teve apoio do gabinete da deputada, garantindo maior conforto e segurança para mim e para a Ewelin.
Aos poucos as pessoas iam chegando e se organizando, os palestrantes organizando seus materiais de apresentação, eu que não conhecia todas(os), aproveitava para conversar um pouquinho.
O seminário inicia com a apresentação da propostas pela deputada Stela e segue com as palestras pela manhã toda, eu particularmente não me contia em tanta emoção, ver algo se tornar realidade no momento em que eu me dou de conta que estou precisando de apoio e que outras tantas mulheres também estão.
A cada palestra muita emoção e conhecimento, mas o relato da querida Tania Maria da Silva que falou da dor da alma de uma mãe que sofreu com a Anemia Falciforme e da falta de conhecimento sobre o assunto que resultou na perda de seu filho, aquelas palavras entraram dentro de mim, como estou tão tocada com a questão da dor, não me contive e chorei o tempo todo, queria me controlar, mas não conseguia de jeito nenhum, até porque sou mãe e corre com meu filho à médicos desde que ele nasceu, ouvir aquelas palavras me doeu e muito e nem consigo imaginar a dor de uma mãe que perde seu filho, sendo meu filho a minha base de vida, se sigo é por ele.
Doeu e muito, mas foi bom para colocar para fora aquele sentimento que me sufocava e à tarde era minha vez de dar meu relato e queria estar forte neste momento em que eu falaria da minha vivência com a dor durante estes 16 anos de dor crônica intratável.
Eu particularmente não tinha tanto conhecimento sobre a doença Falciforme que atinge as mulheres negras e trás tantos sofrimentos, a vida que levam estas mulheres com relação a dor e tantas outras coisas que esta doença acomete.
Para mim foi uma manhã de muito aprendizado e conhecimento, ouvir a Gina Hermann, que trouxe a fala das mulheres que vivem com HIV e todo o tabu relacionado as mulheres, a questão da criminalização, o sexo, as deficiências adquiridas, questão de gênero e as dores no corpo.
Poder contar com a participação do meu médico da equipe da dor do Hospital de Clinicas, Leonardo Botelho que trouxe toda a questão da mulheres sofrerem mais com o dor e os tratamentos realizados no hospital para diminuir o sofrimentos das mulheres.
Fomos para o almoço e com a gente a querida Bruna, mulher com deficiência e psicologa que se somou a este evento e também vem para fortalecer o trabalho do Grupo Inclusivass.
Durante a tarde seguimos com o trabalho com outras palestras sobre saúde mental e gênero, psicologia e a violência contra as mulheres e claro com a abertura da atividade com a cantora Luisa Golçalves que cantou e tocou músicas tão reais das mulheres, musicas que nos tocam e nos fazem refletir sobre o ser MULHER, eu pude dar aquele abraço nela pois não a conhecia.
Muitas pessoas participaram com a gente o dia todo e muitos agradecimentos de trazer esta pauta tão importante para as mulheres, finalizamos a atividade com muitas ideias e encaminhamentos e certas que demos o primeiro passos de muito trabalho que vem pela frente.
Eu sai de lá certa que fiz a coisa certa ao procurar pelo apoio da deputada Stela, e agradeço em especial a sua assessora e minha amiga Telassim e a Ewelin por este fortalecimento.
O trabalho continua e já temos ideia de outro seminário e uma audiência publica.

GRATIDÃO por poder olhar além de mim.


26 de abr de 2018

Banco de Órteses e Dispositivos Auxiliares FSG



O Banco de Órteses e Dispositivos Auxiliares do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG) surgiu a partir de um desafio acadêmico que consiste na realização de um trabalho prático e orientado, o qual temos que desenvolver na faculdade todos os semestres. O projeto foi desenvolvido pela minha colega Grasieli Cassol e eu com a orientação da professora Renata Panisson. A partir do banco, buscamos melhorar a qualidade de vida das pessoas que necessitam utilizar órteses e dispositivos auxiliares. Observamos que muitas vezes os pacientes não conseguem adquirir estes recursos devido ao preço e os canais de distribuição. Muitas pessoas também utilizam estes dispositivos por tempo determinado e eles ficam em desuso em uma estado que poderia ser reaproveitado por mais pessoas.

Desta forma, iniciamos uma campanha de arrecadação de órteses para a comunidade de Caxias do Sul. Futuramente, esperamos que este banco se encontre ativo dentro da Centro Integrado de Saúde da FSG, com pessoas especializadas trabalhando e fazendo o direcionamento adequado destes equipamentos. Isso poderá facilitar a vida de muitas pessoas com necessidades específicas, além do que o direcionamento dos equipamentos em desuso pode proporcionar uma nova experiência de vida a quem necessita. Este projeto foi premiado como melhor trabalho da área da saúde no Desafio FSG 2017/2.

Você sabia?

As órteses e dispositivos auxiliares são ferramentas fundamentais para independência funcional de pessoas com limitações físicas. Atividades simples como caminhar, ficar de pé, pegar um objeto podem ser facilitadas e executadas com o uso deste equipamento.
Banner de apresentação do projeto mostrando alguns números de órteses arrecadados e concedidos a outras pessoas.


Folder da campanha de arrecadação do Centro Universitário da Serra Gaúcha, estimulando as pessoas que possuem órteses, bengalas, muletas, andadores ou cadeira de rodas sobrando a doarem para quem necessita.


Folder com curiosidades sobre o projeto.

Fonte:http://www.diversidadenarua.cc/tuahistoria/ler/181/banco-de-orteses-e-dispositivos-auxiliares-fsg

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