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17 de jan de 2017

Revista Avon e eu novamente.

Imagem retangular.
Sobre um fundo laranja que se sobre saem a logo do Instituto e escrito INSTITUTO AVON.
Em letras irregulares a frase: Pessoas constroem histórias e histórias inspiram pessoas!
Abaixo minha foto do rosto onde eu sorrio brevemente e segue com o texto seguinte:Carolina Santos, revendedora e coordenadora do projeto "TODAS SÃO TODAS", apoiado pelo Fundo Fale Sem Medo.
"Sou Carolina tenho 35 anos e me tornei paraplégica aos 17 anos, após sofrer violência praticada por um ex namorado.Tardou 13 anos para me livrar dessa culpa e ver que eu fui uma vitima. Após virar revendedora AVON, empoderei a mim e a outras mulheres, para que elas não sofram o mesmo que eu sofri."
Carolina obrigada por falar sem medo!
Ajude a transformar vidas você também!
Ligue 180
Saiba mais:www.institutoavon.org.br
Facebook/institutoavon
Instragam/institutoavon


As novidades continuam com a Avon, já estava tão feliz em saber que minha história tinha saido na revista para as revendedoras, mas ao receber a outra caixa da Avonsou surpreendida novamente agora na revista da Avon da campanha 04.
Foi minha vizinha que viu que eu estava na revista da Avon e na hora nem acreditei, minha história de vida na revista de uma das maiores empresas de cosméticos e eu lá estampada na página 170.
Agora sei que as revendedoras e clientes Avon do Brasil me conhecem e conhecem minha história.

Orgulho deste trabalho que faço já a quatro anos e que tem crescido tanto, hoje sou outra mulher, mais forte, determinado empoderada e certa de minhas escolhas.

Agradea ao Instituto Avon e Coletivo Feminino Plural pelo apoio.

11 de jan de 2017

Avon e eu.

Sobre fundo azul em letras irregulares a frase: Solte a voz, abaixo minha foto só do rosto e abaixo: Ninguém precisa sofrer o que eu sofri.


Dia 29/12/16 era exatamente 08:30 da manhã fomos acordados com uma voz alta gritando AVON, AVON, eu meia que dormindo me assustei, respondi que já ia mas não consegui falar no mesmo tom que aquele homem,ele gritava que nem Papai Noel.
Levantei abri a porta ele estava do outro lado da rua entregando minha caixa para a vizinha, fechei  a porta e ele seguiu na sua cantoria.
A tarde meu vizinho me trouxe a caixa pra mim, como estava com visita olhei bem rápido as revistas, mais tarde folhei as revistas novamente e exatamente  em uma das na páginas lá estava eu e um pouco da minha história de vida, eu já sabia que ia sair na revista da Avon mas estava ansiosa pra ver, senti uma emoção tão forte.
Naquele momento voltei aos meus 14 anos de idade quando comecei a vender Avon, o tempo passou e eu continuo vendendo, mas essa história não começa nos meus 14 anos mas sim no mês de Abril quando fui para o Rio de Janeiro com a Telia representar a coordenação do projeto Todas São Todas apoiado pelo Fundo Fale Sem Medo- Fundo Elas e Instituto Avon, neste encontro eu conheci a diretor do Intituto Avon e a coordenadora, seu Anibio ficou encantado comigo pois eu era no meio de 63 mulheres a única revendedora Avon, aproveitei o momento entreguei meu filme pra ele e todo o material do grupo.
Deste encontro a parceria com a Avon se iniciava, no encontro minha história de vida foi divulgada para as revendedoras e o segundo passo a Revista Avon para as revendedoras.
O reconhecimento deste trabalho tem sido único para eu seguir nesta caminhada. hoje sou conhecida pelo mundo afora.
Minha participação no encontro abriu portas para que a Avon pudesse hoje estar buscando campanhas inclusivas e acessibilidade em suas divulgações pois esse foi o recado que deixei neste encontro e espero bem mais, que os materiais de divulgação do Instituto Avon possam ser acessíveis a todas(os).

Me sinto tão feliz em saber que por onde eu passo eu deixo um pouquinho de mim na vida de tantas pessoas.

30 de dez de 2016

30 lições que aprendi no ano de 2016.



A vida é uma eterna escola e com ela aprendemos tantas coisas cabe a nós seguirmos ou não o que aprendemos, e este ano pude viver tantas coisas intensas que me fizeram crescer como ser humano.

Feliz 2017.

Por isso deixo aqui as lições que aprendi neste ano.

1- Aprender com os erros dos outros a nunca ser e agir igual.

2- Valorizar as oportunidades que aconteceram durante o ano me fortaleceu ainda mais e elas foram muitas.

3- Ser você mesma em todas as situações, fui autentica com todos que passaram na minha vida, uns eu agradei e outros nem tanto mas o que importa que fui eu.

4- Não importa o que você faz ou diz as pessoas acreditam no que elas querem acreditar.

5- O dinheiro revela quem somos, este ano pude ver as pessoas se transformarem por conta do dinheiro, elas pisam e magoem se tornando mesquinha,essa experiência não foi nada legal, mas pude descobrir quem anda ao lado.

6- O quanto as pessoas estão do seu lado e acreditando naquilo que você acredita.

7- Algumas pessoas são parceiras e verdadeiras e mostram isso em suas atitudes fazendo você seguir e não parar.

8- Aprender que também somos rodeadas de gente falsa que te abraça e pelas costas quer te ver mal.

9- A inveja caminha ao nosso lado durante o ano mas te faz forte.

10- Se conquistei tudo que queria este ano foi porque eu fiz por merecer e só fui retribuída por isso.

11- Se impor, aprender a se impor quando necessário e não ficar calada, isso [e aprendizado pra você e  pra quem estar ao seu lado. Respeitar e dizer o pensa sempre.

12- Não desistir,  acreditar mais em você e saber que pessoas se inspiram em você.

13-  Escolher suas minhas batalhas, existem coisas que simplesmente não valem a pena.

14- Não se preocupe com o que os outros pensam de ti afinal não agradamos a todos.

15-Reconhecer que errou e baixar a reta guarda.

16- Acreditar sempre em você e lutar pelo que acredita sempre.

17- Nunca colocar sua felicidade nas mãos de outra pessoa pois ela pode te derrubar.

18- Nunca se comparar com as outras pessoas cada um tem o que planta, pra uns a colheita é boa para outras a colheita e erva da ninha. Colha o que você plantou.

19- Ser mudança nos 365 você pode.

20- O crescer te distancia da pessoa que você já foi um dia, por isso analise que esta inda na direção correta.

21-Seja amiga e companheira das pessoas que merecem isso.

22- Não carregue o mundo nas costas pois ele é pesado e você não dará conta disso.

23- Você nunca conhece as pessoas o suficiente até elas se mostrarem quem são.

24- Tira as pedras do seu caminho para você poder seguir.

26- Se importe com que se importa com você.

27-Seja fiel e honesta sempre pois algumas pessoas caminham no sentido contrário

28- Seja menos problema o mundo já esta cheio deles.

29- Não seja imaturo, acha como um adulto.

30- Simplesmente seja paz em um mundo cheio de ódio.


26 de dez de 2016

Um ano juntas.

Imagem da Penélope ainda sem ser usada com as caixas da bateria fechadas.


Sim faz um ano que eu e a Penélope andamos juntas por ai a fora, mas quem é essa tal de Penélope bom vou apresenta-la começando pelo inicio de tudo.
Durante quinze anos de minha vida eu andei na cadeira manual, ao longo desses anos me limitei muito de fazer muitas coisas e entre elas sair com meu filhote pois conforme ele foi crescendo e ficando pesado era muito difícil eu empurrar a cadeira com ele no colo, mas mesmo assim muito nos aventuramos por ai.

Meu primeiro passo para ficar na cadeira foi criar coragem para aceitar esta nova realidade e tenho certeza que é assim na vida de quem fica com algum tipo de limitação, e comigo não foi diferente
Lembro que minha primeira cadeira era daquelas do tempo do EPA, pesada e sem ter onde colocar os pés, tinha apenas um cordão para coloca-los e claro pra mim isso foi bem mais difícil de aceitar, a primeira vez que sentei nela pedi pra minha mãe que queria fazer um arroz com linguiça que eu adoro.

Meus primeiros minutos foram tranquilo mas logo comecei a passar mal pois o corpo estava querendo aceitar a nova realidade e passava muito mal mesmo, depois fui aceitando o que ajudava também meu corpo com a nova realidade, saia com minha mãe que me carregando não percebia meu pé cair e eu ficava com os pés em ferida por não sentir nada naquele tempo e assim indo minha adaptação com a cadeira de rodas.

A segunda cadeira um pouco melhor mas nunca saia sozinha sempre com alguém me empurrando pois pra mim era tão difícil empurrar esse corpo e a cadeira, quando ganhei a terceira cadeira um puco mais leve mais ainda sim achava ela pesada mas via nessa dificuldade de me empurrar passar os anos e assim foi, pressa em casa, dependendo da boa vontade do outros e muitas vezes ouvindo não estou afim, aquelo foi me cansando, aquela mulher totalmente independente que teve que aprender a cuidar dos seus irmãos ainda criança estava ali pressa sobre rodas.

Nunca esqueço meu dindo Nelson dizer pra mim toda vez que me via, você precisa sair de casa e seguir sua vida os anos passam e não é que eles passaram e já fazia 6 anos da minha vida e eu ali travada no tempo, sim eu queria fazer as coisas, sair, estudar mas me prendia a falta de coragem.

A vontade de voltar a andar foi fundamental para eu sair desse travamento pessoal e eu fui com os medos possíveis sair sozinha, meu destino ir na escola mais próxima e ver se tinha como estudar lá, peguei um ônibus adaptado poucos naquela época, estamos falando de 2006 exatamente, desci longe da escola o que me assustou e muito pois teria que andar um bom pedaço a pé, e fui me emperrando era como se eu tivesse uma tonelada e a cada pedalada uma parada, quase cai sozinha na rua, e entre as lágrimas que caiam no meu rosto eu dizia:Eu vou conseguir,Deus me ajuda.

Me aventurei a estudar mesmo com todas as dificuldades lá estava eu na escola cheia de orgulho mas tendo que passar por muitas outras aprovações para seguir no meu objetivo, mas consegui pois sou uma pessoa de muita sorte e encontro pessoas boas no meu caminho, opsss quase todas, mas voltando a história, logo em seguida ganhei a cadeira dos sonhos, leve mas claro ainda precisava me empurrar e assim segui minha vida por longos anos, tentei com a fisiatra um laudo para cadeira motorizada e pra minha surpresa ela dize que não me daria pois ficaria obesa se eu parasse de fazer exercícios e tive que seguir

E não é que os anos passaram tão rápido que terminei os estudos, iniciei um tecno de informatica, fiz vários cursos e entre eles de massoterapia e reike, depois de 9 anos de ter dado o primeiro passo eu já não era mais aquela cheia de vontade, já tendo que viver a realidade da dor, eu comecei a ter muitas dores por todo o corpo, cansava fácil, não ia nos lugares quando não tinha companhia e assim fui parando aos poucos mesmo as vezes querendo e sendo forte pois a vida foi me levando para um novo caminho e queria continuar nessa nova história de vida, namorado me ajudava, amigos e as vezes familiares mas estava difícil seguir, saia e quando voltava tinha que dar conta da casa, do filho e de mim, e foi se tornando difícil cada vez mais.

Depois de anos até ouvir o não da médica retornei a uma da consultas e relatei que já estava desenvolvendo dor nas mãos e já não conseguia mais fazer tudo e que agora mais do que nunca eu precisa de uma cadeira motorizada pois agora eu era mãe e estávamos assando mutas dificuldades com isso.

Lembro que antes da médica me dar o laudo antes de mais nada ela me olhou e disse, tu já notou que tu sempre que vem aqui esta sempre mal, fiquei quieta pois se eu falasse algo poderia não me dar o laudo, sai da consulta com o laudo na mão e com a decisão de não querer voltar mais lá, não preciso deste tipo de pessoas na minha vida.

Iniciei mais uma etapa passar pelo serviço social e lá fui eu a a miga Daia com a ajuda do Deputado Marconi, estava cheia de esperança e a assistente social Mirna já minha conhecida de anos disse que me encaminharia para fazer a avaliação no CEREPAl porque na AACD estavam negando os pdidos de cadeira.

Mais uma etapa e lá estava eu a e Daia n avaliação a médica me olhou e disse você não tem direito de ganhar uma cadeira motorizada pois a tua lesão não te contempla vai depender da equipe médica, mas minha fé era mais que os não e saimos de lá cheias de esperanças.

Os meses passaram eu comecei a ligar e sem noticias seguia quando vi que as coisas não andavam comecei a buscar pessoas que poderiam me dizer se eu tinha sido contemplada e fui e fui até que realmente falei com a pessoa certa que me disse tudo que eu queria ouvir:
Sim você vai ganhar a cadeira só estamos com a entrega atrasada pois você deveria ter ganhado dois meses atras, tu pode esperar mais um mês, as lágrimas caiam no meu rosto, um sentimento lindo me invadia naquela hora e disse para aquele rapaz é verdade, olha se realmente é meu nome.

Desliguei liguei primeiro pra minha mãe e depois pra Daia e segui aviando as outras pessoas que ao lado durante todo esse tempo torceram por essa conquista.

Era final de novembro quando m ligaram pra ir buscar minha cadeira, a felicidade era tanta, liguei para a Daia e ela disse que buscaria a cadeira pois queria muito fazer isso por mim e buscou e levou pra casa dela, depois de alguns dias fui com minha irmã buscar, no carro vi ela chegar com a Penélope nome dado por ela, esperei tanto por esse momento que nem me cabia de tanta emoção, abracei minha amiga e agradeci ela por tudo neste etapa da minha vida.

Em casa meu cunhado montou ela e fui testar ela, mas ela pra mim parecia ser estranha como foicom todas as cadeiras que tive.

Logo que toquei no Joystick a cadeira me atirou pra cima de tudo, o medo começou a bater e quis sair logo da cadeira era como se aquela vontade de querer ser livre tivesse dado espaço para o medo, os dias passaram eu tinha medo dela,

Toda vez que sentava nela eu batia nas coisas, quase arranquei a porta e assim os dias foram seguindo, minha amiga e vizinha vinha aqui e dizia vamos sair com a Penélope, e eu não queria ficar na cadeira mas ela insistia e íamos nos aventurar na rua e assim os dias foram passando fui aprendendo a controlar a Penélope e não ela me dominar, comecei a sair pra rua sozinha.

Aos poucos o medo foi passando mas levei meses até me adaptar com ela, era um novo aprendizado pois fiquei 15 anos da minha vida me empurrando e agora era só tocar no Joystick que eu ia onde quiser, me sentia livre pra voar e assim seguimos nós duas livres por ai e onde quisermos.
Meu garoto agora eu podia coloca-lo n meu colo e sairmos por ai, nada mais nos impedia de irmos onde quisermos.

Um ano e passou eu continuo usando a cadeira manual em casa pois a Penelope é meia doida e pode quebrar toda a casa e prefiro me empurrar em casa pra não perder o ritmo.

Para as pessoas que diziam ser uma vaidade minha ter uma cadeira motorizada, digo hoje já não tenho aquelas dores horríveis no corpo como antes.

Seguiremos eu e a Penélope nesta vida e por onde quisermos ir e estar.

19 de dez de 2016

Ter pra onde voltar.Carolina Santos



Dia após dia assim é a vida, acordar, levantar e recomeçar mais um dia,as vezes os dias se tornam longos, rodeados de problemas, dúvidas que nos inquietam e mesmo nessa frenesi temos que continuar..
Mas quantas vezes também temos o dias que a gente pede pra não terminar, ao lado das pessoas que amamos, amigos e famílias, dias que deveriam ter mais e mais horas pra se viver.
O dia que você decide deixar tudo de lado e ir a um bar com os amigos, conversar, rir e brincar são horas que deixamos o momento apenas ser.
Como é bom que depois desses dias sejam eles bons ou ruins temos para onde voltar, voltamos para nosso abrigo, onde ali nos sentimos protegidos de tudo, ao abri a porta sentimos o cheiro da nossa casa é único, cheiro que muitas vezes pedimos pra sentir, entrar, ter pra onde voltar é maravilhoso.
Nosso lar marcado por nós, cada canto um pouco de você, o silêncio que as vezes incomoda e as vezes o silêncio que queremos naquele momento onde podemos refletir sobre mais um dia em sua vida.
O cheiro que as vezes trás recordações de momentos e pessoas, o cheiro que trás consigo o nosso crescer como ser, cada canto sua conquista pessoal ali presente que marca tanto você, por um minuto paramos fechamos os olhos e voltamos ao passado que virou presente.
Mas as vezes queremos o barulho de ver seu filho chegar, agitar a casa e com essa agitação infantil muitas vezes necessária para nossa existência, seu cheiro, seu sorriso alimentam nosso ser, esse cheiro  faz a gente esquecer os problemas, decisões e inquietudes.
Ter pra onde voltar é apenas o que queremos pois os momentos são difíceis, as pessoas problemas preferem atacar, a humanidade deixou de ser, somos guerra, ataque e descontrole que muitas vezes nos aprisionam dentro de nós mesmos.
O medo tomou conta de nós, o querer voltar para nosso lar nem sempre acontece quando somos pegos de surpresa pelas fatalidades da vida, o tempo se torna um relógio que não para e assim é o ritmo dessa vida.
Quantas vezes  a gente não quer acordar ficar em casa de baixo das cobertas e não acordar para a vida pois essa vida as vezes assusta e não queremos as tempestades e sim a calmaria, mas precisamos estar preparados para os dois pois assim é o nosso aprendizado nessa escola.
Não importa os dias o certo é que queremos ter pra onde voltar e no amanhã recomeçar mais uma vez.

10 de dez de 2016

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência- Mulheres com Deficiência.

Foto do Grupo Inclusivass: Vitória, Ewelin, Fernanda, Deia, Josiane, Carol,Cris, Regina e Liza

Hoje um dia para não esquecermos, para refletirmos, nos questionarmos e não nos inquietarmos sobre este espaço que ocupamos enquanto mulheres com deficiência, e sobre a acessibilidade tão inacessível para quem precisa.
Em 1988, a Organização das Nações Unidas (ONU) institui a data com a proposta de provocar a reflexão sobre o tema especialmente, estimular a inclusão na sociedade.
No dia de hoje e dos demais 364 dias somos desafiadas diariamente ao sairmos de casa e nos depararmos em uma sociedade que nos inviabiliza e nos silencia.


Mas que silêncio é esse que estamos falando?

O silêncio que nos aprisiona pela falta de acessibilidade, entre elas a atitudinal que vem acompanhada de discriminação e que nos coloca no lugar de inferioridade e exclusão total.
Este silêncio atualmente se rompe pelo grito de luta das mulheres com deficiência vem se fortalecendo, buscando o empoderamento e a união deste movimento e ganhando espaço junto aos outros movimentos de mulheres, espaço este até ontem somente de mulheres sem deficiência na sua diversidade e que vem se somando aos poucos.
Sabemos que temos muito a avançar nessa caminhada que busca pelo direito à educação, trabalho, saúde, ao esporte, ao lazer acessível, ao cuidar de sua família, de viver sem violência, igualdade de gênero e direito de expressar este silêncio.
Estamos construindo esta história na busca pelo direito de apenas ser que é garantido por lei e que ainda nos impossibilita de acessá-lo.
Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência buscando garantir condições de vida com dignidade.
A Convenção reafirma os princípios universais (dignidade, integralidade, igualdade e não discriminação) e torna obrigação dos governais, garantir a política para as pessoas com deficiência e a sensibilização da sociedade para a deficiência
A Lei Brasileira de Inclusão(LBI) completou um ano, mas só foi sancionada depois de 15 anos de tramitação para se tornar lei e garantir os direitos das pessoas com deficiência.


Mas porque ainda esbarramos a exclusão?


A falta de preocupação por parte do estado em garantir as políticas públicas para as pessoas com deficiência é o primeiro empasse, a falta de repasses para os conselhos dificultam a articulação do movimento e difusão do tema, a falta de fiscalização para garantir essas leis seria fundamental e claro novamente esbarramos na falta de garantia de nossos direitos.


E as mulheres com deficiência onde ficam?


Infelizmente as mulheres com deficiência esbarram na invisibilidade do estado e da sociedade o que torna essas mulheres mais vulneráveis a sofrerem todos os tipos de violações aos seus direitos, as políticas públicas para as mulheres existem mas não dão conta de especificidade de cada mulher o que as deixa de fora dessas políticas.
É preciso olhar para a diversidade das mulheres e garantir a todas esses direitos.
Há dois anos o Grupo Inclusivass formado por mulheres com deficiência luta pelo empoderamento, direitos humanos e igualdade de gênero.
Articulado através do Seminário para as Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas essas mulheres representantes de movimentos, entidades e conselhos sentiram a necessidade de criar o grupo.
No encontro elaboraram a “Carta das Mulheres com Deficiência do RS”, que traz 21 propostas de políticas públicas para as mulheres com deficiência.
Somos silenciadas quando vemos que ainda não conseguimos tornar realidade nenhuma destas propostas, quando não conseguimos acessar um serviço especializado as mulheres vítimas de violência pela falta de acessibilidade arquitetônica e atitudinal, quando não acessamos os serviços de saúde falta de aparelhos adaptados.
Este ano o grupo teve um grande desafio em seu primeiro projeto que trouxe um tema tão invisibilizado ainda pelas próprias mulheres com deficiência falar das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres com deficiência.
O projeto Todas São Todas que tem apoio do Fundo Social Elas, Instituto Avon e Coletivo Feminino Plural tem como objetivo incluir as demandas e necessidades das mulheres com deficiência nas políticas de enfrentamento.
O grupo durante o ano desenvolveu atividade com este tema, alertando a sociedade que as mulheres com deficiência sofre 3x mais violência que as outras mulheres.
Por serem mulher e mulher com deficiência estão mais vulneráveis a sofrerem com as desigualdades e discriminações e violações de seus direitos.
Essas violações de direitos estão presentes na hora da mulher com deficiência decidir sobre seu corpo, de querer ou não ter filhas(os), o aborto que é tão condenado e considerado um crime, no caso de uma mulher com deficiência decidir por engravidar em muitos casos é aconselhada a abortar e o que é crime para as mulheres em geral para essas mulheres é algo normal.
A violência sexual é outro agravante no caso das mulheres com deficiência pois sobe para 3 em cada dez. Ao testemunharem ao seu próprio favor a falta de credibilidade acompanhada de desvalor faz com que essas mulheres permaneçam sobre violência.
A Lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica e familiar, prevê pena aumentada em um terço caso a vítima seja mulher com deficiência.
Temos leis e mais leis que não nos protegem de vivermos todas as desigualdades por isso continuaremos na busca incansável por nossos direitos.




Carolina Santos
Coordenadora do Grupo Inclusivass

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