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16 de mar de 2017

Nós existimos e, mais do que isso, resistimos


Filme"CAROL" nos 10 anos do Nem Tão Doce Lar.
O Seminário Celebrativo dos 10 anos da Exposição Nem Tão Doce Lar, realizado no dia 9 de março, na PUCRS em Porto Alegre (RS), teve início com a mesa Justiça de gênero e superação das violências. Edla Eggert, do Programa de Pós-Graduação em Educação – Escola de Humanidade/PUCRS (PPGEdu), e Marcia Blasi, do Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST (PGR-EST), falaram sobre o tema, com a mediação de Cibele Kuss, secretária executiva da Fundação Luterana de Diaconia (FLD).
Na parte da manhã, falou-se sobre a importância de uma Política de Justiça de Gênero. “A justiça de gênero se expressa por meio da igualdade e relações equilibradas de poder entre mulheres e homens", afirmou Marcia Blasi. Para Edla, quanto mais falarmos sobre o assunto, mais avançaremos na desconstrução da ideia de que a mulher foi feita apenas para auxiliar o homem. "Precisamos de mais momentos como este para mudar essa realidade”.
À tarde, foi realizada a mesa Políticas públicas: viver sem violência, direito de mulheres e de homens, com a participação de Maria Luiza Pereira de Oliveira, do Sempre Mulher Instituto de Pesquisa e Intervenção sobre Relações Raciais, de Patrícia Grossi, do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social – Escola de Humanidade/PUCRS, e de Adilson Schultz, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que trabalha na perspectiva dos novos modelos de masculinidades. Adilson acompanhou os trabalhos realizados por uma ONG de Belo Horizonte que atua no acompanhamento a homens agressores encaminhados pelo Poder Judiciário. A mediação ficou a cargo de Leunice Martins de Oliveira, do NEABI/PUCRS – Escola de Humanidades.
Para Patrícia, a violência baseada em gênero causa um profundo impacto: “as mulheres acabam inibindo seriamente a sua capacidade de desfrutar os direitos e as liberdades em uma base de igualdade com os homens”, disse. 
Para Adilson, esse efeito é uma forma de manipulação indireta. “Quando um homem comete uma violência contra uma mulher, automaticamente não só a vítima, mas todas as mulheres daquele grupo ficam redis e acabam mudando o jeito de se portar e de se vestir.”
Maria Luiza falou sobre o crescimento do feminicídio entre mulheres negras que, segundo o Mapa da Violência de 2015, cresceu 54% em 10 anos, enquanto que as mortes de mulheres brancas caíram 9,8%. “É preciso questionar se as políticas públicas de enfrentamento da violência, sem levar em consideração a parte racial, são mesmo eficientes”, disse.
Ao final da tarde, Elisandra Carolina dos Santos, personagem principal do curta Carol e coordenadora do Grupo Inclusivass, juntamente com Giovane Antônio Scherer, do GEJUP/PUCRS – Escola de Humanidades, responsável pela mediação, abriram a roda de conversa A arte como potência na prevenção das violências na vida ordinária.
Carol falou sobre as violências que mulheres com deficiência sofrem todos os dias. "As mulheres já são excluídas e invisibilizadas de forma geral, imagina as mulheres com deficiência?" Além disso, ela apontou o agravante de pesquisas não contabilizarem essas violências por não haver o registro de dados. "Se vamos registrar uma denúncia na delegacia, a mulher cadeirante não consegue entrar, porque só há escadas, a mulher surda não consegue denunciar, porque não há interpretes, e assim por diante. Elas acabam desistindo e não são vistas".
Carol integra o Inclusivass há três anos, que luta por visibilidade, acessibilidade e reconhecimento. "Nós existimos e, mais do que isso, resistimos!"
A última mesa do seminário, Iniciativas de superação das violências/novas perspectivas, composta por Marlene Strey, do PPG Psicologia/PUCRS - Escola de Humanidades, e Télia Negrão, do Coletivo Feminino Plural, contou com a mediação de Rogério Oliveira de Aguiar, assessor de projetos na FLD.
Marlene iniciou questionando a pedagogia da violência, método de educação que ensina crianças desde pequenas a serem violentas para se defenderem e conseguirem o que querem.
"Os homens não nascem violentos, mas aprendem a agir dessa forma para que, de alguma maneira, possam solucionar seus problemas". No entanto, ela explica que isso não é algo transmitido intencionalmente pelas mães e pelos pais. "As crianças aprendem esse comportamento por meio da observação de pessoas ao seu redor, como na escola, em brincadeiras, na família, com amigas e amigos e também pela televisão", completa.
Segundo Télia Negrão, essas violências atingem todas as mulheres. "A não ser que alguém viva numa caixa, isolada, sem contato com absolutamente ninguém, todas são atingidas, seja por meio das mídias em veículos de comunicação, seja pelas redes sociais, por produções literárias, sessões de entretenimento ou qualquer outro tipo de vivências com humor".
A situação se agrava com a retirada de direitos e políticas públicas. "As mulheres e os homens que estão ao lado das mulheres, precisam, agora mais do que nunca, tomar conta dos seus espaços na cidadania e lutar pela democracia", finaliza Télia.
O Seminário foi promovido pela FLD em parceria com a Escola de Humanidades da PUCRS, o Coletivo Feminino Plural, o Grupo Inclusivass e o Programa Gênero e Religião da Faculdades EST.

Fonte: http://www.fld.com.br/blog/nos-existimos-e-mais-do-que-isso-resistimos/

11º Mostra Cinema e Direitos Humanos-Filme "CAROL".

Sobre fundo azul claro,o desenho de um olho que é traçado abaixo por uma folha.
11º Mostra Cinema e Direitos Humanos


Dia 08/03/17 acordei mais cedo que o normal, o dia não era como os demais, era um dia para eu me arrumar, organizar as coisas do Roberth pra creche e sair.
Sai de casa com a missão de ir lutar por todas as mulheres que sofrem com tantas desigualdades, em minha rede social pedi para meus amigos que neste dia eu não queria mi mi mi, por ser o Dia Internacional da Mulher, neste dia não queria receber os parabéns, nem flores e homenagens, neste dia como os outras 364 dias do ano estou lutando e lutando.
Claro eu sei que muitas mulheres e homens romantizam este dia por não terem conhecimento de o porque ele existe e cabe as mulheres que sabem o significado ensinarem.
Sai de casa cedo e iniciei meu dia de luta, sim estamos em constante luta quando vemos nossos direitos retrocederem, quando sabemos que as mulheres com deficiência serão as mais prejudicadas com a Reforma da Previdência, quando sabemos que o direitos das mulheres não é pauta para o atual governo ilegitimo que só vem atacando o povo desde que assumiu o poder.
Neste dia participei de atividades e logo depois fui pra casa, já cansada mas feliz por poder estar nas ruas lutando e que se hoje as mulheres podem estar nas ruas foi graças a luta de muitas outras mulheres.
 Lembro dando sequência no texto que dias antes dei algumas entrevistas e uma das perguntas foi: O QUE PODEMOS FAZER PARA MUDAR A REALIDADE DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?
Respondi que devemos educar nossos filhos a respeitarem as meninas e mulheres e que somente com essa educação  igualitária poderemos mudar essa realidade e que eu sendo mãe de um menino e ativista nesta causa tenho um grande trabalho pela frente, pois eu o educarei com respeito mas ele viverá em uma sociedade machista e patriarcal.
 Já em casa continuei meu trabalho divulgando o que o grupo Inclusivass faria neste dia, até que recebi a noticia maravilhosa para fechar a noite e o dia, Mirela diretora do filme "CAROL" me conta que o filme fará parte do 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos,  minha alegria acabar este dia com essa noticia.
Saber que o filme Carol vai rodar no Brasil e que esta história de luta será vista por muitas pessoas pois o filme existe pra denunciar a violência contra as mulheres e eu pra falar.
Mesma super cansada pois a dor crônica tem me cansado bastante eu terminei este dia feliz por ter tido uma segunda chance e fazer disso uma luta por direitos.

SIGO NA LUTA POR TODAS!


8 de mar de 2017

Mulheres da minha vida!

Imagem retangular, com fundo rosa e no centro a palavra mulher escrito.

Mãe, irmã, tias, primas e amigas no dia de hoje não vou desejar o que todo mundo esta fazendo.
Termino o dia de hoje dizendo:
Que neste dia eu estive nas ruas por mim e por todas vocês lutando por nós, dizendo não aos retrocessos.
Talvez alguns anos atras eu postasse aqui FELIZ DIA DA MULHER,mas saibam mulheres da minha vida que hoje eu sei o significa este dia e garanto a vocês que não é um dia FELIZ para nós mulheres.
Um dia construído em cima de lutas e mortes
Este dia é um dia de reflexão e de luta e sei que muitas mulheres guerreiras tiveram que morrer por nós, e por isso hoje estivemos em peso nas ruas pois foram estas mulheres que garantiram o nosso direito de ir as ruas e gritar que somos contra a tudo que vem nos atingindo.
Por isso no dia de hoje agradeço a minha mãe Vera por ter me dado a educação que tenho e ser a mulher que me tornei que luta, sai as ruas, grita e não silencia jamais.
Mãe é por você que o dia foi de muita luta e resistência pois temos que resistir em um mundo que nos exclui, nos calar, nos aprisiona e tenta nos dominar.
Por isso mulheres da minha vida façam esta reflexão pois se saímos as ruas e não nos calamos foi por que mulheres como nós lutaram por isso.
Por hoje e pelos demais dias continuarei nesta luta por nós e saibam não sou nem bela,  nem recatada e nem do lar.
Sou o que eu quiser ser!

AGORA POSSO DESCANSAR POIS AMANHÃ TEM MAIS.

7 de mar de 2017

Reforma da Previdência e as Mulheres com Deficiência



Imagem retangular, com fundo vermelho rabiscado, no centro da imagem a palavra: Manifesto em letras maiúsculas e cor branca.
Abaixo a logo da Grupo INCLUSIVASS

No Brasil, as mulheres com deficiência somam mais de 25 milhões (IBGE, 2010), residentes no campo e na cidade, sendo que a maioria habita e trabalha nas zonas urbanas.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 287 (PEC da Previdência) suprime o direito concedido às mulheres de se aposentarem com cinco anos a menos do que os homens, em todos os casos, tanto na idade quanto no tempo de contribuição. Esta proposta não está considerando as especificidades das mulheres, muito menos da mulher com deficiência, pois estas são as mais desfavorecidas no mercado de trabalho, possuindo maiores dificuldades nos acessos aos serviços públicos e privados e nas mais diversas áreas: saúde, educação, qualificação profissional, etc.
Segundo estudos científicos, as mulheres trabalham mais (54,7 horas semanais) que os homens (46,7 horas semanais), 8 h/semana, que somam 73 dias a mais, em um ano, e até os 65 anos, a mulher trabalha 9 anos a mais. A reforma da previdência desconsidera completamente o dia a dia de uma mulher com deficiência que cria seus filhos, estuda e trabalha 44 horas semanais no ambiente de trabalho e tem de continuar sua jornada em casa, diante dos afazeres domésticos, cumprindo, assim, uma dupla jornada.
Enfrentamos inúmeras barreiras sociais que vulnerabilizam a mulher com deficiência. Essa desigualdade social não pode ser ignorada!
A eliminação da diferença de cinco anos de idade para a aposentadoria da trabalhadora rural, igualando as condições com as da trabalhadora urbana é outra perversidade da PEC287. A mesma ainda propõe a proibição em receber aposentadoria e pensão conjuntamente, tendo a mulher com deficiência optar pela mais “vantajosa”, quando a percepção das duas rendas é imprescindível para a manutenção da qualidade de vida, até então garantida pelo recebimento dessas rendas.
A aposentadoria, com esta reforma, se torna “parcial” e teria patamar inicial de 76%; mas, para alcançar a “aposentadoria integral” (100% da Remuneração), será preciso combinar 65 anos de idade e 49 anos de contribuição. Todos estes impactos serão mais pesados sobre a mulher com deficiência, e pior para àquelas de baixa renda, como as trabalhadoras rurais que dependem da aposentadoria com a pensão deixada pelos seus cônjuges para continuar mantendo a família (no máximo um salário mínimo cada).
Observa-se que a reforma da previdência acaba, praticamente, com as atuais garantias da aposentadoria especial da pessoa com deficiência, garantida pela LC 142/2013. Entre outras medidas, a atual aposentadoria especial garante às mulheres com deficiência sua percepção aos 20 (vinte) anos de contribuição, sem o critério de idade mínima (mulheres com deficiência de nível grave), ou por idade, aos 55 anos desde que com a contribuição de 15 anos. Mas, com a PEC287, mesmo fazendo jus ao direito, só poderá se aposentar aos 55 anos de idade, e com 20 de contribuição.
Outro caso importante para a mulher com deficiência é o Benefício de Prestação Continuada (BPC) que hoje beneficia 4 milhões de famílias (16 milhões de pessoas), tanto para mulheres com deficiência como para mulheres idosas, com mais de 65 anos, garantindo renda mensal de um salário mínimo. Na Reforma da Previdência, a idade mínima da mulher com deficiência para receber o BPC, que não possui os 15 anos de contribuição, sobe para 70 anos, lembrando que este benefício é para as idosos e pessoas com deficiência socialmente mais vulneráveis (renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo). Com isso, idosas com deficiência que aos 65 anos não conseguirem se aposentar (por possuírem menos de 25 anos de contribuição) precisarão sobreviver até os 70 anos sem qualquer benefício que lhes garanta renda justa. Além disso todos os benefícios serão desvinculados do salário mínimo.
Manter estas diferenças de idades para a aposentadoria é uma questão de justiça social.
A Constituição Federal de 1988, no capítulo II, Art. 194, que trata da Seguridade Social, assegura os direitos de acesso à saúde, à previdência e à assistência social. A falta destas políticas atinge diretamente as mulheres com deficiência que estão mais vulneráveis ao não ter acessos a estes serviços.
Por tudo isso, se essa reforma for aprovada, nós mulheres com deficiência sofreremos um retrocesso sem precedentes dos nossos direitos, e, embora pagantes da contribuição previdenciária por todo o tempo de trabalho, perderemos nosso dinheiro também, pois dificilmente vamos poder gozar de uma vida digna com uma aposentadoria justa.
Escrito:
Carolina Santos
Ewelin Monica Parturi Navarro Canizares
Liza Cenci
Grupo Inclusivass
#PraCegaVer
Imagem retangular, com fundo vermelho rabiscado, no centro da imagem a palavra: Manifesto em letras maiúsculas e cor branca.
Abaixo a logo da Grupo INCLUSIVASS
Referências
1 - “Previdência: Reformar par Excluir?”, DIEESE, ANFIP e Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social e Tributário, 2017, disponível em: http://plataformapoliticasocial.com.br/…/Documento_Completo…, acessado em 22/02/2017.
2 - Entrevista do economista Guilherme Costa Delgado feita por Débora Melo da Revista Cata Capital em 04/02/2016, disponível em :http://www.ihu.unisinos.br/…/551430-reforma-da-previdencia-…, acessado em 22/02/2017.
3 - Quadro comparativo comentado da PEC 287/2016, sobre a reforma da previdência, com a legislação atual, disponível em: http://www.anfip.org.br/…/d57538e299306234589027f6461aefcb.…, acessado em 22/02/2017.
4 - “Reforma da Previdência será alterada por pressão popular, diz diretor do Diap”, entrevista do Diretor do Departamento Intersidincal de Assessoria Parlamentar, Antônio Augusto de Queiróz para o Portal Congresso em Foco, em 20/02/2017, disponível em: http://congressoemfoco.uol.com.br/…/reforma-da-previdencia…/; acessado em 22/02/2017.
5 - “Uma população Adoecida: os efeitos da PEC 287 para a saúde do trabalhador”, entrevista da médica Maria Moeno ao Portal Previdência Mitos e Verdades”, disponível em: http://previdenciabrasil.info/uma-populacao-adoecida-os-ef…/, acessado em 22/02/2017
6 - “NOTA PÚBLICA CONTRA A REDAÇÃO DA PEC 287/16” do Conselho Federal do Instituto dos Advogados Previdenciários - IAPE, disponível em: http://site.iape.com.br/wp-conte…/uploads/…/01/NOTA_IAPE.pdf, acesssado em 22/02/2017
7 - “Considerações sobre a reforma da previdência - PEC 287/2016”, Fernanda Sales do Nascimento, 12/2016, Portal JUS.COM.BR, disponível em: https://jus.com.br/…/consideracoes-sobre-a-reforma-da-previ…, acessado em 22/02/2017.

Fonte: Inclusivass.blogspot.com

EU PARO NO DIA 08 DE MARÇO!

Imagem retangular com fundo preto e no centro um circulo na cor rosa com 8M GREVE.


O mês de março já começou e trouxe com ele muitas atividades para fazer, mas quero fazer uma reflexão sobre este mês e o dia 08/03 que se aproxima.
Dia 08/03 dia dedicado a nós mulheres, cresci vendo propagandas em homenagens as mulheres pelo seu dia e assim vai, confesso que não tive esta referência do meu pai com a minha mãe por isso tudo que sei sobre esta data e as mulheres foi o que a mídia divulga.
Neste dia somos lembradas como as super mães, boas donas de casa, boas funcionárias, ganhamos lembranças, presentes e homenagens, chega ser cansativo este dia na vida de algumas mulheres.
Alguns anos atras eu achava isso tudo tão legal, ter um dia para as mulheres, mas  hoje vejo com um novo olhar, a publicidade usa este dia para vender perfumes, flores, roupas, maquiagens e uma lista imensa de coisas, tornando este dia comercial.
Mas não divulga o porque este dia existe,então vamos lá:
O dia Internacional da Mulher surgiu no final do seculo XIX, através das lutas femininas por melhores condições de vida, trabalho e o direito ao voto.
Em 1955 surgiu o mito de que a data teria como origem a celebração da luta e da greve de mulheres trabalhadoras do setor têxtil em Nova York em 1857 que haviam sido duramente reprimidas pela polícia ou mortas em um incêndio criminoso na fábrica.

Entendendo isso partimos para o dia de amanhã onde as mulheres do mundo inteiro irão parar e dizer um basta.
Um chamado internacional tem mobilizado as mulheres para no dia 08 de março pararem suas atividades e saírem para as ruas lutarem contra as perdas de direitos conquistados por nos durante anos de lutas através dos  movimentos de mulheres..
No Brasil vivemos momentos difíceis quando falamos de políticas para as mulheres, o atual governo deixa claro que na sua pauta não inclui as mulheres, mexendo nos direitos já conquistados, são perdas e mais perdas que nos atingem.
Infelizmente neste ano poucas mulheres assumiram a política deixando nas mães dos homens o direito de escolherem por nós.
A chamada principal para a Marcha das Mulheres esta baseada na atual situação com a Reforma da Previdência que atingirá milhões de mulheres quando o governo equipara as idades entre homens e mulheres, não levando em conta a dupla jornada de trabalho que nos mulheres vivemos,  trabalhamos 8 horas a mais por semana que os homens, somos mãe, donas de casa e cuidadoras.

Estas perdas e a falta de políticas atingem diretamente as mulheres com deficiência, mulheres do campo, professoras e mulheres negras. teremos que trabalhar mais do que já trabalhamos e se aguentarmos chegaremos a idade minima para nos aposentarmos e quando isso acontecer continuaremos com as mesmas atividade familiar pois é assim que a sociedade nos educa enquanto ser mulher.

Queremos viver sem violência
Com igualdade
Queremos a garantia de nossos direitos.

Por isso neste dia eu paro, por mim e por todas as mulheres.



8 de fev de 2017

Táxi adaptado na minha vida!

Na foto Cristian segura a porta do táxi e mexe no controle,eu estou de costas na cadeira e olhando pra foto onde dou um berve sorriso.

Qual é a maior dificuldade de uma pessoa com deficiência ao ter que sair de casa e precisar de um táxi adaptado?
Na vida de quem não caminha é algo extremamente complicado, você chama um táxi que não é adaptado e diz que é cadeirante e que precisa de um carro grande para colocar a cadeira e no meu caso alguém que possa me ajudar, dai começa as dificuldades.
Você ouve que o carro tem gás, que não pode te pegar no colo e que não tem ninguém no ponto disponível e que a cadeira não cabe no porta malas, o que você faz, a não ser desistir e perder seus compromissos, assim é a vida de muitas pessoas que precisam se deslocar mesmo quando se esta pagando por isso.
Sempre que uso táxi já tenho um conhecido que não se importa de pegar no colo, guardar minha cadeira, mas já passei por cada uma nessa vida e lembro uma vez que estava mal com meses de gravidez fui as pressas para o hospital e no meio do caminho desci do ônibus para pegar um táxi e ir mais rápido, desci na rodoviária e fui para o ponto todos os táxis que perguntavam se teria como colocar a cadeira, ouvia não de todos e mal eu fiquei ali sem saber o que fazer quando de repente um rapaz encostou o táxi e disse eu te levo eles não querem te levar.
Essa foi uma das experiências tristes que já vivi mas não paramos por ai, em 2014 fui convidada para participar de reportagem sobre os táxis e as pessoas com deficiência, gravamos dois dias e levei a Kerolyn comigo, ela atacava o táxi e eu do nada aparecia e quando os taxistas me viam diziam ter gás no carro e assim foram 14 taxistas e entre estes alguns se quer paravam e só apontavam com o dedo, quase no fim da matéria atacamos e por nossa surpresa e da repórter o taxista parou numa boa, repórter perguntou para o senhor: O senhor vai levar ela? Sim porque não levaria.
O único que parou quando eu ataquei e me disse que me levaria depois de quase uma hora ali parada tentando fazer uso de um transporte.
No mês passado já com a informação que tanto esperava pude chamar um táxi e este não se negar a me embarcar, por que este sim era finalmente adaptado, Cristiano foi o primeiro a ter o táxi adaptado circulando por nossa capital.
Chamei ele no watts e em poucos minutos já estava no local, mesmo já conhecendo outros táxis adaptados que já fiz uso, naquele momento foi como se fosse minha primeira vez pois era diferente do táxi que já embarquei.
Cristiano olha para baixo observando a rarmpa do táxi que esta aberta no chão.

Ele desceu uma rampa que abre pra fora diferente dos que tem elevador e você sobe com a cadeira bem tranquilo e depois esta mesma rampa fica acoplada ao assoalho do táxi, sua cadeira vai toda amarrada e um cinto em você para ter total segurança, isso leva alguns minutos, a viagem foi bem bacana pois seu Cristiano é bem extrovertido o que torna a viagem legal, conversamos um monte e trocamos vivencias de vida e destas vivencias sua surpresa nas primeiras semana do táxi, ele quase não parava pra nada pois a demanda era muito grande.
Dai me pergunto, quantas pessoas ficaram trancadas dentro de casa sem ter um transporte como esse, porque tudo é tão burocrático em um país dominado pela corrupção política.
Mas uma coisa é bem ceta a luta das pessoas com deficiência que fez isso se tornar realidade.

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